Os Correios são uma das principais razões para o aumento do déficit das estatais em 2024. Segundo o Ministério da Gestão e Inovação (MGI), a estatal registrou um rombo de R$ 3,2 bilhões no ano passado.
O resultado dos Correios representa 50% do déficit total de 20 estatais federais, de R$ 6,3 bilhões (sem considerar as exceções previstas no orçamento). A conta exclui grandes empresas, como Petrobras e Banco do Brasil.
Os Correios estão mais uma vez à beira de um colapso financeiro, com prejuízos que mais que dobraram e colocam a empresa em risco de falência. A situação atual lembra os tempos difíceis do escândalo do mensalão, quando a interferência política prejudicou a gestão da estatal. Agora, sob a administração do governo Lula, os Correios enfrentam uma série de resultados negativos que ameaçam sua sobrevivência “Novamente”.
Depois de se recuperar entre 2017 e 2021, impulsionado pelo aumento da demanda durante a pandemia, os Correios voltaram a acumular prejuízos significativos. Somente em janeiro deste ano, o prejuízo da empresa chegou a quase R$ 500 milhões. Conforme o Money Invest, a situação é tão crítica que a estatal tenta implementar um plano de reestruturação para evitar a falência.
Os números são alarmantes. Em 2023, os prejuízos dos Correios representaram mais da metade do resultado negativo de todas as estatais do governo federal, somando R$ 3,2 bilhões um recorde histórico.
Enquanto isso, os gastos com os executivos da empresa aumentaram 38%, passando de R$ 5,91 milhões em 2022 na gestão de Jair Bolsonaro, para R$ 8,159 milhões em 2023 no Governo Lula.