23/09/2004 07h52 – Atualizado em 23/09/2004 07h52
Agência Brasil
O Brasil pode criar, dentro da cota de tela (número mínimo de dias de exibição) para filmes nacionais, um percentual para filmes latino-americanos de países integrantes ou associados do Mercosul. A norma não exigiria contrapartida dos demais países e pode ser uma saída, já que o Mercosul vem encontrando dificuldades em criar, a curto prazo, um sistema de livre circulação de obras audiovisuais.
O anúncio foi feito pelo secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, Orlando Senna, durante a terceira Reunião Especializada de Autoridades Cinematográficas e Audiovisuais do Mercosul (Recam). O encontro começou ontem no Itamaraty, e deve terminar no fim da tarde de hoje.
“O Brasil está disposto a estudar a possibilidade de que, na cota de tela que temos no Brasil, exista um percentual para filmes do Mercosul, o que não seria necessariamente um acordo comercial, mas relacionado à nossa necessidade de diversidade cultural”, explica Orlando Senna. A cota não valeria para filmes da Argentina, com quem já existe um acordo bilateral de compra de seis filmes por ano.